Manuel Brandão Alves

Manuel Brandão Alves

 

Na sequência dos incêndios de Pedrógão e dos assaltos aos paióis de Tancos, tem-se refletido menos sobre o que fazer para que estas tragédias não continuem a repetir-se no futuro e, nomeadamente por parte dos políticos de quem se exige a maior ponderação, mais da necessidade de se apurarem os responsáveis e daí retirar as respetivas consequências, isto é a sua demissão. Na maioria das vezes estes personagens dão a entender que já conhecem e que toda a gente conhece quem são os responsáveis. Logo, não é preciso fazer mais nada que não seja exigir a sua demissão.

Todos os ventos cruzados provocam inação e estupefação. Uns são voluntários, outros involuntários. Pode demorar-se mais ou menos tempo a reagir a eles e às suas consequências; a rapidez da reação depende da previsibilidade que o fenómeno possuir e da capacidade de que se dispõe para, quando acontecem, lhe fazer face.

As 1.as Jornadas da Floresta foram uma iniciativa do Círculo Cultura e Democracia e da Câmara Municipal de Arouca. Refletir sobre a Floresta e os Incêndios, embora nem sempre se tinha disso a consciência mais apurada, é contribuir para o fortalecimento da nossa cultura e da nossa democracia; são um seu sustentáculo e parte integradora. De fato, se não formos capazes de cuidar do nosso ambiente, da nossa paisagem, da nossa floresta, do nosso modo de vida, há cimento de cultura e de democracia que pouco a pouco se vai esboroando. É como cuidar da nossa casa. Quando aí abrandamos as nossas exigências a própria casa, pouco a pouco, vai-se degradando. Todos ficaremos a perder, no presente e no futuro.

domingo, 12 março 2017 16:46

Um belo serão

        Quão ansiosos temos andado pelos serões que antanho ocupavam os nossos tempos de ócio e que com prazer despertavam o espírito e a curiosidade! Pois temo-los de volta. Desta vez não foi à lareira, mas no simpático espaço do restaurante-bar “Assembleia”, com o envolvimento de um número muito elevado de animados participantes.